Alta Floresta (MT), 12 de dezembro de 2019 - 00:23

Mundo

13/11/2019 18:39 Fonte: Afonso Ferreira e Lais Lis, G1 DF

Apoiadores de Guaidó deixam Embaixada da Venezuela, em Brasília, após 12 horas de ocupação

Apoiadores do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, deixaram o prédio da embaixada do país, em Brasília, após uma ocupação que durou mais de 12 horas. O grupo, formado por 14 pessoas, estava no local desde as 5h desta quarta-feira (13).

Pela manhã, manifestantes que apoiam o presidente Nicolás Maduro fizeram protestos em frente ao prédio e denunciaram que o local foi invadido. Os seguidores de Guaidó afirmam que as portas foram abertas para que eles assumissem a Embaixada.

A saída dos apoiadores de Guaidó foi acompanhada pela Polícia Militar do Distrito Federal e coordenada pela Polícia Federal e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). As negociações para que o grupo deixasse o local foram feitas pelo coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maurício Correia, e pelo ministro-conselheiro da embaixada da Venezuela no Brasil, Tomás Silva, reconhecido pelo governo brasileiro e por Juan Guaidó.

De acordo com o encarregado de negócios da Embaixada Freddy Meregote, que é ligado ao presidente Maduro, "parte da negociação foi que os invasores não seriam detidos". Segundo Meregote, eles foram apenas identificados e liberados.

Vestidos com camisas brancas, o grupo formado por homens e mulheres deixou primeiro o prédio e se posicionou no jardim da Embaixada. Em seguida, saiu do local por um portão lateral e entrou em um ônibus.

A imprensa não teve acesso ao grupo e também não houve informações sobre para onde eles foram.

A ocupação da embaixada da Venezuela ocorreu no momento em que Brasília é sede da cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Ocupação

Na manhã desta quarta (13), os apoiadores de Juan Guaidó entraram na Embaixada da Venezuela em Brasília. Apesar de o governo brasileiro reconhecer o líder da oposição como presidente venezuelano, a sede diplomática em Brasília é administrada por funcionários do presidente Nicolás Maduro.

O ato causou confusão entre defensores e críticos do governo Maduro na porta da representação venezuelana. Um vídeo mostra dois manifestantes brigando. Um deles – de boné e camisa branca – é agredido com um chute e cai no chão.

Os homens foram contidos pela Polícia Militar e levados à 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. Após registro de ocorrência, eles foram liberados.

Embaixada da Venezuela no Brasil

Em janeiro deste ano, o governo brasileiro reconheceu Guaidó como presidente da Venezuela. Guaidó nomeou, então, María Teresa Belandria como embaixadora no Brasil. Ela vive em Brasília e improvisou um escritório em um hotel.

Nas primeiras horas desta manhã, Belandria disse que um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela no Brasil entrou em contato com a sua equipe para informar que reconhecem Guaidó como presidente.

Em outro comunicado, divulgado à tarde após a saída dos apoiadores da Embaixada, Bellandria disse que orientou o grupo a deixar o local por questões de segurança. Ela disse ainda que iniciou negociações com o governo brasileiro para passar a ocupar o prédio.

sede diplomática venezuelana em Brasília está sem embaixador desde 2016, quando Alberto Castellar foi chamado de volta ao país como resposta de Maduro ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Atualmente, o responsável pela representação é Freddy Meregote.

Meregote negou que o grupo que invadiu a embaixada tenha sido ajudado por funcionários. “Chegaram na madrugada e violaram a nossa segurança. Entraram dentro das nossas instalações violentamente. Se uma pessoa tem prerrogativa legal não chega às 4 horas da manhã sem bater à porta”, afirmou.

À imprensa, Meregote disse que o local "foi invadido irresponsavelmente por um grupo delitivo, de pessoas uniformizadas e não reconhecidas." Ele afirmou que a ação de apoiadores de Juan Guaidó "violenta a Convenção de Viena" e também falou em "violação dos direitos das famílias que moram na embaixada".

Meregote aponta que, embora o presidente Jair Bolsonaro tenha reconhecido Belandria como embaixadora, a representação do governo de Maduro não foi declarada como "non grata".

A Convenção de Viena, estabelecida em 1961, diz que "as premissas da missão diplomática são invioláveis. Os agentes do Estado receptor não podem entrar nelas, exceto com o consentimento do chefe da missão".

O documento ainda aponta no segundo item do artigo 22 sobre relações diplomáticas que "o Estado acreditado tem a obrigação especial de adotar todas as medidas apropriadas para proteger os locais da Missão contra qualquer intrusão ou dano e evitar perturbações à tranquilidade da Missão ou ofensas à sua dignidade. "

O ministro de Relações Exteriores do governo Maduro também citou o documento internacional ao denunciar a invasão da embaixada. "Responsabilizamos o governo do Brasil pela segurança de nossa equipe e instalações. Exigimos respeito pela Convenção de Viena sobre relações diplomáticas".

 

O que diz o governo federal

Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que "diante dos eventos ocorridos na Embaixada da Venezuela, repudiamos a interferência de atores externos".

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional disse que o presidente Jair Bolsonaro "jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó".

 


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