Alta Floresta (MT), 22 de setembro de 2019 - 17:38

Polícia

01/06/2019 08:07 Fonte: Mídia News

GCCO prende alvo suspeito de captar clientes para jogo do bicho

Um dos alvos da Operação Mantus, Laender dos Santos Andrade, foi preso nesta sexta-feira (31) pela equipe de Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em Brasnorte (a 575 km de Cuiabá).

A operação investiga dois grupos suspeitos de envolvimento com lavagem de dinheiro e o jogo do bicho supostamente liderados por João Arcanjo Ribeiro, o genro dele, Giovanni Zem Rodrigues, e o empresário Frederico Müller Coutinho - que seria concorrente de Arcanjo. 

Conforme a GCCO, Laender foi preso enquanto participava de um rodeio em uma festa de exposição agropecuária. 

As investigações da Polícia Civil apontam que Laender atuava no grupo de Frederico Müller como captador de clientes em Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá). Ele ainda seria responsável por recolher o dinheiro das bancas da cidade.  

Frederico, que seria conhecido na organização como "Dom", é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. 

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações da Operação Mantus, foi identificada uma acirrada disputa de espaço entre os grupos de João Arcanjo e Frederico Müller, havendo inclusive situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle do jogo em algumas cidades. 

A operação 

Deflagrada na quarta-feira (29), a operação deu cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar. 

Os mandados judiciais foram expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu. 

Além de Cuiabá, as ordens judiciais foram cumpridas em Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado. Arcanjo e Müller foram presos em suas respectivas residências, na Capital. Giovanni Zem, por sua vez, foi detido no Aeroporto de Guarulhos (SP), com o apoio da Polícia Federal.  

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de um colaborador - que não quis se identificar - sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.  

Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos. 

 


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